sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

NO INFO


Nada poderia ser exibido:

       Sua vida toda fora calculada no mais pequenos dos cuidados , nunca falou muito sobre o que fazia ,como vivia , se vivia ...Era como se o verão estivesse aproximando-se mais,  digo isso , por que sinto o calor queimar ; meu rosto incendiado ; no olhos , duas esferas latejam , como se avistassem o Sol chegar.

ANTES DE ELE PARTIR

À H.

sexta-feira, 18 de agosto de 2017

Sobre os Extremos


Experimentar o equilíbrio é duelar nossos anjos e demônios internos

É contra atacar o ódio com o amor
É querer ver livre todos aqueles que aprisionam
Pisar na linha tênue do equilíbrio
É provar o traço em nossos corpos
os hemisférios cerebrais
É unir num só entendimento
o que é do mal e o que o diferencia
Ninguém sabe de fato se os opostos tendem tanto um ao outro

Mas eu sei , que meus extremos se entrelaçaram .

quarta-feira, 9 de agosto de 2017

GILSIL

https://www.youtube.com/watch?v=k3D_LoaoGq0


SUPER INDICO UM GILGIL DESSES PRA VOCÊS QUE FICAM AÍ SOZINHOS EM CASA , CURTINDO SUAS PIRAS  , EM PLENA VÉSPERA DE SEXTA-FEIRA  ! <3

terça-feira, 20 de junho de 2017

sábado, 29 de abril de 2017

PONTEIRO VICIADO

Ha(´)  horas que tudo passa depressa,
Ha(´)  horas que as horas paralisaram num  tempo confundível
o  estático torna-se presente
e como um relógio sem carga ou energia
sinto o  inexistente 

Pouco adianta o fluxo tranquilo do tiquetaquear
se sou ponteiro fingido, perdido na realidade
passeio num ciclo infinito de oportunidades
mas sou frágil , independente da extremidade

Apenas acelero o passo no descompasso confuso
quando pressinto o sinistro aproxima-se do horário
sou a tentativa destra que se tornou falha
em um relógio que não pontua em  nada

 Ponteiros viciados
adeus:  sentido horário
carrego agora em mim o peso
de funcionar em vão tranquila

por todo esse tempo vago.

quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

Tiro de Misericórdia - João Bosco



"O menino cresceu entre a ronda e a cana
correndo nos becos que nem ratazana.
Entre a punga e o afano, entre a carta e a ficha
subindo em pedreira que nem lagartixa.
Borel, Juramento, Urubu, Catacumba,
nas rodas de samba, no eró da macumba.
Matriz, Querosene, Salgueiro, Turano,
Mangueira, São Carlos, menino mandando,
ídolo de poeira, marafo e farelo,
um deus de bermuda e pé-de-chinelo,
imperador dos morros, reizinho nagô,
o corpo fechado por babalaôs.

Baixou Oxolufã com as espadas de prata,
com sua coroa de escuro e de vício.
Baixou Cão-Xangô com o machado de asa,
com seu fogo brabo nas mãos de corisco.
Ogunhê se plantou pelas encruzilhadas
Com todos seus ferros, com lança e enxada.
E Oxossi com seu arco e flecha e seus galos
e suas abelhas na beira da mata.
E Oxum trouxe pedra e água da cachoeira
em seu coração de espinhos dourados.
Iemanjá, o alumínio, as sereias do mar
e um batalhão de mil afogados.

Iansã trouxe as almas e os vendavais,
adagas e ventos, trovões e punhais.
Oxum-Maré largou suas cobras no chão.
Soltou sua trança, quebrou o arco-íris.
Omulu trouxe o chumbo e o chocalho de guizos
lançando a doença pra seus inimigos.
E Nana-Buruquê trouxe a chuva e a vassoura
Pra terra dos corpos, pro sangue dos mortos.

Exus na capa da noite soltara a gargalhada
e avisaram a cilada pros Orixás.
Exus, Orixás, menino, lutaram como puderam
mas era muita matraca e pouco berro.
E lá no horto maldito, no chão do Pendura-Saia,
Zumbi menino Lumumba tomba da raia
mandando bala pra baixo contra as falanges do mal,
arcanjos velhos, coveiros do carnaval.

- Irmãos, irmãs, irmãozinhos,
por que me abandonaram?
Por que nos abandonamos
em cada cruz?

- Irmãos, irmãs, irmãozinhos,
nem tudo está consumado.
A minha morte é só uma:
Ganga, Lumumba, Lorca, Jesus...

Grampearam o menino do corpo fechado
e barbarizaram com mais de cem tiros.
Treze anos de vida sem misericórdia
e a misericórdia no último tiro.

Morreu como um cachorro e gritou feito um porco
depois de pular igual a macaco.
Vou jogar nesses três que nem ele morreu:
num jogo cercado pelos sete lados."

Tiro de Misericórdia - João Bosco) 

https://www.vagalume.com.br/joao-bosco/tiro-de-misericordia.html

 PS.: eu juro que uma madrugada dessas eu posto minha análise sobre ela , mas de momento ,só falo o silêncio ,,,,






PS.: eu juro que uma madrugada dessas eu posto minha análise sobre ela , mas de momento ,só falo o silêncio ,,,,





terça-feira, 10 de janeiro de 2017

Beijo de beija-flor

Beija-flor
Que beija a flor do meu jardim.
Asas coloridas
Cor do meu jasmim.

A flor que também beija
O beijo
Do beija-flor,

Tem o bico comprido
Que é pra sugar o que há 
o que há na flor do amor.

O beija-flor que beija
Beija com furor
E a minha rosa desabrocha
E até a rocha sente calor.

Beija eu e eu beijo ela
Matando  a sede minha
Aí então as abelhas também beijam
Beijam o beijo da rainha .

Beija-flor
Beija-rosa
Beija minha boca
Oh meu amor .


Sente o doce que carrego
Pois é com carinho que lhe entrego
Este beijo de beija-flor.


(desenho de Geovani Zarpelon )

domingo, 8 de janeiro de 2017

O menino que cheirou muito feijão

eu tinha seis
eu tinha um amigo
e ele tinha três.
colocou uns feijões no nariz 
e quis brincar 
com a morte
achando que com ela existia café com leite
cheirou tanto
que se entupiu 

eu não esqueço
sua mãe chorando com os grãos nas mãos
dizendo: meu filho
se foi
e eu lembro
ele sempre admirava o cemitério 
acima de nossas casas
e cabeças
e hoje lá é onde ele esta
não brilha, por que não é estrela
não nos vê , por que os olhos estão secos
não cheira , por que abusou desse sentido
SENTIDO ?
que sentido há
alguém tão neném perecer
sem ao menos poder puxar o ar para poder chorar 

quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

"Eu sabia que era alguém .... "

Ele cheira  a tinta nova
Recém passada ,
Por onde passa
Deixa marcas da mais introspectiva Arte.

Gosta de brincar de deus
ou  pelo menos brinca ao Seu lado
E assim , como num par de Criadores
ele ajuda a esculpir em nosso interior o que falta   ao mundo lá fora.



"....sem rosto e identidade. Tendo que ser forte como o mundo mas delicada como uma folha em Outono." - HELDER 

quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

Sentir sem sentido

Sinto que devo repensar o que sinto.
Por todos aqueles que pensei sentir algum sentimento.
Sentir novamente, pra poder sentir se foi realmente sincero o sentido que atribuí a tudo até então.
Ouvir novamente cada bater de meu pulso descontrolado e ansioso por mais
Por sentir mais
Por ser mais
A angústia que as sensações me causaram
É justamente culpa da desesperança em acreditar
Que jamais me entendi ao sentir o que sou
Agora , sinto frio

Sinto  o que sobrou .

domingo, 13 de novembro de 2016

O DIA EM QUE O PRESENTE SALTOU-ME AOS OLHOS DA'LMA

De dia fazer o coração bater um pouco:
um pouco mais devagar.
Dormir dando adeus aos monstros:
já o  amanhã tanto faz...

Relaxar os olhos e não fechar a mão,
Ter a calmaria que eu tinha,
A força pra não chorar.

Quando na infância eu caía :
Quero que como naquela época:
eu saiba fazer fantasia,
vestir-me de
Heroína.

E que eu não precise salvar muitos : 
mas a mim mesma.
Que eu não desenhe mais pontes para  se jogar: 
mas que eu pinte rios azuis pra me banhar.

E que envolta seja terra macia:
pra que quando eu me sinta vazia:
eu possa me sujar.

Voltar a acreditar que nem tudo esta perdido
E assim olhar pro céu 
Fazer mais um pedido:

Viver sem se preocupar:
se da boca sairá riso,
ou dos olhos choro.


E  crer na possibilidade:
Que tudo isso torna-se-á  verdade.

sábado, 5 de novembro de 2016

Fluxo Pensante I - Quando Não se Aceita a Solidão

 Sempre falei em gostar da solidão
Até Conhecê-la de perto 
de longe 
Tudo parecia estar fluindo bem 
"No fluxo pensante " de cada Autor 
E Agora (?)
Ou Depois 
A Mãe das palavras 
Não lê mais nada 
(h) A não ser SOLIDÃO
A não ser
Mais NINGUÉM 




quarta-feira, 26 de outubro de 2016

Mal do Século : DEPRESSÃO (texto de outra mente insana )

"Eis que ela aparece, sem aviso, sem uma batida na porta, silenciosa, nem percebemos, digo que é apenas um cansaço do dia-a-dia e a deixo de lado até a hora que sou dominada por completo por ela, sou então atingida por algo que parece ser uma cena de filme: um soco desferido em um arco perfeito no ar atingindo a face do oponente o nocauteando. Eis o mal do século, a depressão. Quando se há depressão tudo vira rotina, tudo é repetitivo a ponto de vivermos num ciclo interminável de déjà vus, nada é mais vivido, apenas presenciado, como fossemos plateia de um programa, estamos lá apenas assistindo e não participando. As horas dormidas prolongam-se ou diminuem ao ponto de perdemos a noção do tempo que passa rapidamente ou lentamente diante de nós. Tudo vira uma cópia de uma cópia de uma cópia. A mente fica inerte em pensamentos enquanto o corpo está atuando quase que involuntariamente, ele sabe o que fazer, já viu isso antes. A mente está distante, isolada em pensamentos onde o ceticismo e o pessimismo andam de mãos dadas descarregando intermináveis questionamentos negativos sobre o que há de vir pela frente. As piadas que você costumava rir, não tem graça nenhuma mais; os sonhos são cada vez mais inalcançáveis, o mundo perde sua cor, até o momento que tudo vira um padrão de tons de cinza. E então você passa sua melhor maquiagem para dizer um simples “bom dia” na rua; as mascaras surgem para disfarçar a dor e agonia que vivemos no âmago, enquanto socialmente dizemos “está tudo bem”. Mas nada dura pra sempre. Assim como o castelo de areia levado pela maré alta da praia, tudo desmorona. Desatar a chorar parece uma boa alternativa agora, então vamos tentar; você segura sua cabeça entre as mãos e deixa sua alma sair pelas lágrimas; sua garganta dá um nó mais apertado do que o nó da corda da forca que você já pensou em fazer; e então você adormece, acorda um pouco melhor para reconstruir a mascara e seguir assistindo o mundo passar por você. Depois de estar cansado de estar cansado, depois de acumular stress de uma vida em apenas um mês, depois da ansiedade e nervosismo atacar você constantemente, você pensa em jeitos de acabar com a dor. O pessimismo alia-se a sua criatividade e inventa as maneiras mais macabras da segunda opção, e não recomendável, de solução a isso. A primeira é perceber que não está sozinho nesse mundo, e você, por mais machucado que as pessoas te deixaram, pode procurar ajuda; o segundo seria acabar com o sofrimento da maneira que em minha opinião, não resolveria de forma alguma, pois não há uma segunda chance para tentar recomeçar, o suicídio. Fiz este texto como forma de desabafo, por mais que minhas qualidades já se tenham perdido por falta de incentivo de minha cabeça, a escrita ainda não me abandonou e sei que ainda posso contar com ela para sair desse mundinho pessimista da minha cabeça. Se há alguém que compartilha o mesmo sentimento, a mesma realidade que eu, saiba você que não está sozinho nisso parceiro"

TEXTO DE LUIZA PADILHA

sábado, 22 de outubro de 2016

AMIZADE

A timidez é perfeita
Quando invoca em alguém assim.
Ela é fascinante
Mas ainda não sabe seu fim.
Tem tudo que alguém precisa
Pena não saber disso
Ela tem o sorriso que todos querem
Mas difícil é quem o consegue ver
Abre-se com quem confia
Bom é ter a amizade dela
E saber que independente do que aconteça
Terá alguém para chamar de amiga.

segunda-feira, 17 de outubro de 2016

AntecipadaMente

Você não chegou
Mas quis me assustar
Eu cheguei
a pensar      que não resistiria as dores
que penso   que há pra oferecer.

Eu senti medo e enjoo ao tentar sair da cama pela manhã,
Estou no presente ,mas você me assombra as vezes ( ou mais do que isso )
Cada recaída , teclas
Escritas
Já que poucos conseguiriam entender o que é temer
                                         o que não chegou a acontecer
FUTURO

Por que insistes em me atormentar ?

sexta-feira, 7 de outubro de 2016

Tudo é Líquido

No momento em que as coisas perdem sua essência , vocação
A humanidade caminha como formigas sem folhas  , direção
Tudo se torna líquido:
nas mãos as teorias escorrem
as modas mudam
os anos somem

E eu sozinha , deixo que as lágrimas rolem.

quinta-feira, 6 de outubro de 2016

Papéis Sujos

Eu sou
a lixeira do banheiro
Você 
a sacola.

Vestiu-se em mim
Mas por pouco
pouco tempo.

Logo encheu-se
de mim.
Logo esgotou-se de papel sujo
de mim.

E como todos os outros
Substitui-se de mim.
Foi jogado no canto de casa
e queimado.

Junto com você,
em cada papel amassado :
um pouco da nossa história de MERDA !

quarta-feira, 5 de outubro de 2016

POUCO A POUCO

               As vezes penso em ligar o piloto automático
Deixar tudo como esta e ver o Sol nascer sempre no mesmo lugar
     Mas você me vem a cabeça e me faz levantar da cama:
                     Abrir a janela e respirar um pouco,
                         E aí me mato mais um pouco,
                                    Assim vou indo
                                      Todos os dias
                                        Aos poucos,
                                 Esvaindo os poucos,
                 Até que esse pequeno tudo se esgote.