sábado, 29 de abril de 2017

PONTEIRO VICIADO

Ha(´)  horas que tudo passa depressa,
Ha(´)  horas que as horas paralisaram num  tempo confundível
o  estático torna-se presente
e como um relógio sem carga ou energia
sinto o  inexistente 

Pouco adianta o fluxo tranquilo do tiquetaquear
se sou ponteiro fingido, perdido na realidade
passeio num ciclo infinito de oportunidades
mas sou frágil , independente da extremidade

Apenas acelero o passo no descompasso confuso
quando pressinto o sinistro aproxima-se do horário
sou a tentativa destra que se tornou falha
em um relógio que não pontua em  nada

 Ponteiros viciados
adeus:  sentido horário
carrego agora em mim o peso
de funcionar em vão tranquila

por todo esse tempo vago.