Ha(´) horas que tudo passa depressa,
Ha(´) horas que as horas paralisaram num tempo confundível
o
estático torna-se presente
e como um relógio sem carga ou energia
sinto o inexistente
Pouco adianta o fluxo tranquilo do
tiquetaquear
se sou ponteiro fingido, perdido na
realidade
passeio num ciclo infinito de
oportunidades
mas sou frágil , independente da
extremidade
Apenas acelero o passo no descompasso
confuso
quando pressinto o sinistro aproxima-se
do horário
sou a tentativa destra que se tornou
falha
em um relógio que não pontua em nada
adeus: sentido horário
carrego agora em mim o peso
de funcionar em vão tranquila
por todo esse tempo vago.