quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

Sentir sem sentido

Sinto que devo repensar o que sinto.
Por todos aqueles que pensei sentir algum sentimento.
Sentir novamente, pra poder sentir se foi realmente sincero o sentido que atribuí a tudo até então.
Ouvir novamente cada bater de meu pulso descontrolado e ansioso por mais
Por sentir mais
Por ser mais
A angústia que as sensações me causaram
É justamente culpa da desesperança em acreditar
Que jamais me entendi ao sentir o que sou
Agora , sinto frio

Sinto  o que sobrou .

domingo, 13 de novembro de 2016

O DIA EM QUE O PRESENTE SALTOU-ME AOS OLHOS DA'LMA

De dia fazer o coração bater um pouco:
um pouco mais devagar.
Dormir dando adeus aos monstros:
já o  amanhã tanto faz...

Relaxar os olhos e não fechar a mão,
Ter a calmaria que eu tinha,
A força pra não chorar.

Quando na infância eu caía :
Quero que como naquela época:
eu saiba fazer fantasia,
vestir-me de
Heroína.

E que eu não precise salvar muitos : 
mas a mim mesma.
Que eu não desenhe mais pontes para  se jogar: 
mas que eu pinte rios azuis pra me banhar.

E que envolta seja terra macia:
pra que quando eu me sinta vazia:
eu possa me sujar.

Voltar a acreditar que nem tudo esta perdido
E assim olhar pro céu 
Fazer mais um pedido:

Viver sem se preocupar:
se da boca sairá riso,
ou dos olhos choro.


E  crer na possibilidade:
Que tudo isso torna-se-á  verdade.

sábado, 5 de novembro de 2016

Fluxo Pensante I - Quando Não se Aceita a Solidão

 Sempre falei em gostar da solidão
Até Conhecê-la de perto 
de longe 
Tudo parecia estar fluindo bem 
"No fluxo pensante " de cada Autor 
E Agora (?)
Ou Depois 
A Mãe das palavras 
Não lê mais nada 
(h) A não ser SOLIDÃO
A não ser
Mais NINGUÉM 




quarta-feira, 26 de outubro de 2016

Mal do Século : DEPRESSÃO (texto de outra mente insana )

"Eis que ela aparece, sem aviso, sem uma batida na porta, silenciosa, nem percebemos, digo que é apenas um cansaço do dia-a-dia e a deixo de lado até a hora que sou dominada por completo por ela, sou então atingida por algo que parece ser uma cena de filme: um soco desferido em um arco perfeito no ar atingindo a face do oponente o nocauteando. Eis o mal do século, a depressão. Quando se há depressão tudo vira rotina, tudo é repetitivo a ponto de vivermos num ciclo interminável de déjà vus, nada é mais vivido, apenas presenciado, como fossemos plateia de um programa, estamos lá apenas assistindo e não participando. As horas dormidas prolongam-se ou diminuem ao ponto de perdemos a noção do tempo que passa rapidamente ou lentamente diante de nós. Tudo vira uma cópia de uma cópia de uma cópia. A mente fica inerte em pensamentos enquanto o corpo está atuando quase que involuntariamente, ele sabe o que fazer, já viu isso antes. A mente está distante, isolada em pensamentos onde o ceticismo e o pessimismo andam de mãos dadas descarregando intermináveis questionamentos negativos sobre o que há de vir pela frente. As piadas que você costumava rir, não tem graça nenhuma mais; os sonhos são cada vez mais inalcançáveis, o mundo perde sua cor, até o momento que tudo vira um padrão de tons de cinza. E então você passa sua melhor maquiagem para dizer um simples “bom dia” na rua; as mascaras surgem para disfarçar a dor e agonia que vivemos no âmago, enquanto socialmente dizemos “está tudo bem”. Mas nada dura pra sempre. Assim como o castelo de areia levado pela maré alta da praia, tudo desmorona. Desatar a chorar parece uma boa alternativa agora, então vamos tentar; você segura sua cabeça entre as mãos e deixa sua alma sair pelas lágrimas; sua garganta dá um nó mais apertado do que o nó da corda da forca que você já pensou em fazer; e então você adormece, acorda um pouco melhor para reconstruir a mascara e seguir assistindo o mundo passar por você. Depois de estar cansado de estar cansado, depois de acumular stress de uma vida em apenas um mês, depois da ansiedade e nervosismo atacar você constantemente, você pensa em jeitos de acabar com a dor. O pessimismo alia-se a sua criatividade e inventa as maneiras mais macabras da segunda opção, e não recomendável, de solução a isso. A primeira é perceber que não está sozinho nesse mundo, e você, por mais machucado que as pessoas te deixaram, pode procurar ajuda; o segundo seria acabar com o sofrimento da maneira que em minha opinião, não resolveria de forma alguma, pois não há uma segunda chance para tentar recomeçar, o suicídio. Fiz este texto como forma de desabafo, por mais que minhas qualidades já se tenham perdido por falta de incentivo de minha cabeça, a escrita ainda não me abandonou e sei que ainda posso contar com ela para sair desse mundinho pessimista da minha cabeça. Se há alguém que compartilha o mesmo sentimento, a mesma realidade que eu, saiba você que não está sozinho nisso parceiro"

TEXTO DE LUIZA PADILHA

sábado, 22 de outubro de 2016

AMIZADE

A timidez é perfeita
Quando invoca em alguém assim.
Ela é fascinante
Mas ainda não sabe seu fim.
Tem tudo que alguém precisa
Pena não saber disso
Ela tem o sorriso que todos querem
Mas difícil é quem o consegue ver
Abre-se com quem confia
Bom é ter a amizade dela
E saber que independente do que aconteça
Terá alguém para chamar de amiga.

segunda-feira, 17 de outubro de 2016

AntecipadaMente

Você não chegou
Mas quis me assustar
Eu cheguei
a pensar      que não resistiria as dores
que penso   que há pra oferecer.

Eu senti medo e enjoo ao tentar sair da cama pela manhã,
Estou no presente ,mas você me assombra as vezes ( ou mais do que isso )
Cada recaída , teclas
Escritas
Já que poucos conseguiriam entender o que é temer
                                         o que não chegou a acontecer
FUTURO

Por que insistes em me atormentar ?

sexta-feira, 7 de outubro de 2016

Tudo é Líquido

No momento em que as coisas perdem sua essência , vocação
A humanidade caminha como formigas sem folhas  , direção
Tudo se torna líquido:
nas mãos as teorias escorrem
as modas mudam
os anos somem

E eu sozinha , deixo que as lágrimas rolem.

quinta-feira, 6 de outubro de 2016

Papéis Sujos

Eu sou
a lixeira do banheiro
Você 
a sacola.

Vestiu-se em mim
Mas por pouco
pouco tempo.

Logo encheu-se
de mim.
Logo esgotou-se de papel sujo
de mim.

E como todos os outros
Substitui-se de mim.
Foi jogado no canto de casa
e queimado.

Junto com você,
em cada papel amassado :
um pouco da nossa história de MERDA !

quarta-feira, 5 de outubro de 2016

POUCO A POUCO

               As vezes penso em ligar o piloto automático
Deixar tudo como esta e ver o Sol nascer sempre no mesmo lugar
     Mas você me vem a cabeça e me faz levantar da cama:
                     Abrir a janela e respirar um pouco,
                         E aí me mato mais um pouco,
                                    Assim vou indo
                                      Todos os dias
                                        Aos poucos,
                                 Esvaindo os poucos,
                 Até que esse pequeno tudo se esgote.

terça-feira, 4 de outubro de 2016

o catalão de restos

Vamos deixar a poeira abaixar
 O mar acalmar
 Os prazos estender
E as promessas desfazer.

 Prometemos ir juntos pra algum lugar mais calmo
 Não tenho culpa se resolvi te fazer como alvo
De minha estupidez
A busca por rapidez.

Sou aquela que restou no prato
E agora como um rato

Procuro migalhas embaixo de qualquer mesa ou 
cama.

segunda-feira, 3 de outubro de 2016

Cadeira Bamba

Estou sob uma cadeira bamba
em pé
(quem dera fosse sentado)
a dor talvez seria um pouco menor.

Então quando eu lhe chamo
Tente me entender,
Tente me ver,
Enquanto estou lá em cima
Mesmo tendo que me equilibrar pra não cair

Aproveite enquanto estou em pé
Tentando alcançar o Sol
e por favor :
não me digas que isso é loucura...
que irei queimar.
Desde que eu não caia dessa cadeira bamba
me deixe
ver até onde vai.

até eu poder olhar para minhas mãos  ensanguentadas,
tudo esta derretido
quem sabe derrete também esse coração de gelo

que esta se tornando insuportável de levar .